Grupo Canto de Amor em Santê - Santa Tereza Tem
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Grupo Canto de Amor em Santê

Grupo Canto de Amor em Santê no Dia Nacional da Seresta

Com entrada gratuita, na próxima segunda-feira, 12, a  apresentação especial do grupo, no Bar do Museu Clube da Esquina,  busca resgatar memória de Santa Tereza na tradição de suas serestas e  propões matar a saudade das cantorias dignas da fama boêmia do bairro.

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Canto de Amor

Formado por 19 integrantes, entre músicos e cantores, Canto do Amor é um grupo que se preocupa unicamente em esbanjar alegria por onde passa. Com sua vasta experiência em canto-coral, que perpassa entre clássicas e populares canções, sua marca é deixada pela originalidade que incorpora em suas apresentações, retratando a identidade da música brasileira. Ao mesmo tempo, o grupo evidencia as singularidades musicais e poéticas, incorporando e transmitindo as verdadeiras expressões da antiga-nova atuante música brasileira.

À frente desse grupo está o casal Rómulo e Suzana Mori, que deram início a esse belo trabalho, feito mais do que tudo por amor. Rómulo é seresteiro desde jovem, e foi assim que conquistou o coração de Suzana. Ela, por vez, também sempre conviveu com a música, habituada a cantar muitas vezes canções espanholas e italianas. Até que os dois, juntamente com seus amigos, resolveram formar um grupo dedicado a fazer viver a tradição da seresta. Mas, claro, com seu toque especial, pois cada detalhe é pensado para suas apresentações. “Vestimos a caráter e temos vários figurinos, combinando com o evento em que nos apresentamos e com o repertório elaborado. Nós pensamos em todos os detalhes, desde o penteado até a cor do esmalte, para combinar com a música”, conta Suzana.

Com quase 20 anos de trajetória, o Canto do Amor tem a proposta de levar mensagens positivas através da música, para que as pessoas possam sentir a felicidade em forma de canto. “Somos uma seresta diferente. Cantamos serestas antigas, bolero, samba de raiz, e dependendo do lugar cantamos mambo, rumba, sempre buscando diversificar”, explica Suzana.

Essa intenção é percebida pela história do grupo que, desde o começo, realizam trabalho filantrópico em diversas instituições, como asilos, leprosários, presídios e hospitais. O que se mantém fixo por todo esse tempo são as visitas frequentes ao Hospital Santa Casa, na ala de oncologia. Rómulo conta que, no começo, o grupo apenas cantava, não podia levar instrumentos.

Com o tempo, foram percebendo bem que estavam fazendo através dessa iniciativa e foram conseguindo brechas para levar seus instrumentos e irem caracterizados, como fazem em todas as apresentações. Posteriormente, o grupo também observou a necessidade do hospital, da enfermaria e dos doentes, que careciam de atenção e cuidados. Então começaram a fazer arrecadações para atender às necessidades básicas de cada um. “Fazemos tudo selecionado, dentro da necessidade deles, levando materiais de higiene e de uso pessoal. No fim do ano nos caracterizamos de acordo com o Natal, de Papai Noel e Mamãe Noel, montamos presentes e levamos para eles”, conta Rómulo com um brilho no olhar de quem simplesmente se sente bem por fazer o bem.

E completa Suzana: “Já aconteceu casos maravilhosos lá dentro, pessoas que estavam quase morrendo e puderam ouvir a música que queria antes de partir. O pessoal pede música, canta, toca. É um trabalho maravilhoso, eu creio que, de tudo que fazemos, esse é o trabalho que mais nos traz felicidade.”.

Dia Nacional da Seresta

Sobre a apresentação no Bar do Museu do Clube de Esquina, o casal Mori concorda ao afirmar que a expectativa é grande. Apesar de já terem tocado em diversos lugares, como em Brasília, Campo Grande, Guarapari, e também ao lado de alguns grandes nomes, como Valdir Silva e Mandruvá, essa é a primeira vez que se apresentarão no Bar do Museu do Clube de Esquina.

Para a assessora de imprensa do grupo, Perla Horta, será desafiador, já que é um grupo diferente da programação habitual do Bar. “No Bar do Clube tem muitos instrumentistas que já tem o costume de ir e estão familiarizados com o espaço, como seresta será a primeira vez , um desafio. Estamos levando também o público do bairro até lá, porque Santa Tereza já tinha essa tradição da seresta, estamos resgatando essa memória. Toda a comunidade está convidada e será entrada franca. É uma oportunidade da comunidade do bairro de conhecer nosso trabalho”.

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